
Marcos Fayad
Ator e diretor. Psicólogo, formado na PUC-RJ.
Curriculum Artístico
1967 Criou o Teatro Universitário da Pontifícia Universidade Católica - RJ.
1968 Direção e atuação na obra de Máximo Górki “OS PEQUENOS BURGUESES” – Teatro Ginástico e Festival de Inverno de Ouro Preto –MG.
1969 Convidado para representar o Brasil no Festival de Teatro Universitário de Nancy/França com a peça de Geraldo Vandré e do próprio grupo “A PAIXÃO SEGUNDO CRISTINO”. O espetáculo foi impedido de viajar pela censura da época e seu autor exilou-se.
1970 Criou o TEATRO UNIVERSITÁRIO DE PETRÓPOLIS com universitários de várias Faculdades locais.
1971 Dirigindo e atuando, estréia o novo grupo com a obra do dramaturgo português Alves Redol “O JOGO DOS MITOS CANSADOS”. Petrópolis e Rio de Janeiro.
1972 Dirige e atua em “DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA” de Plínio Marcos. Teatro de Arena / Rio de Janeiro.
Dirige a obra de Nicolai Gogol – “O DIÁRIO DE UM LOUCO”. Teatro Santa Cecília / Petrópolis.
1973 Direção e atuação em “RITUAL PARA APRESSAR O FUTURO” do dramaturgo e escritor português Manoel Granjeio Crespo. Teatro do Hotel Quitandinha / Petrópolis.
1974 Direção de “O VISITANTE” do escritor goiano Miguel Jorge. Começa a percorrer as universidades do Rio de Janeiro com uma oficina de teatro universitário, politizado e brechtiano.
1975 Continua a realizar as oficinas teatrais já agora em universidades de São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba e Vitória através de intercâmbio dos Centros Acadêmicos. Enquanto isso, cria junto com mais três atores cariocas o novo grupo: “GRUPO ENGENHO DE TEATRO” que pretende estrear no próximo ano.
1976 Criou o Grupo Engenho de Teatro junto com outros três atores cariocas. Estréia profissionalmente.
A obra é o clássico do absurdo “ESPERANDO GODOT” de Samuel Beckett, considerado pela crítica como um dos cinco melhores espetáculos do ano no Rio de Janeiro – Museu de Arte Moderna.
1977 Dirigindo e atuando no mesmo Grupo, estréia “RALÉ” de Górki. Teatro Cacilda Becker / Rio de Janeiro.
1978 Direção e atuação “O CORONEL DOS CORONÉIS” de Maurício Segall – Teatro Cacilda Becker / Rio de Janeiro.
Como convidado especial viaja a Caracas / Venezuela para participar do IV FESTIVAL DE TEATRO DAS NAÇÕES. Realiza oficinas de interpretação para atores latino-americanos.
1979 Traduz, dirige e atua na obra do dramaturgo venezuelano, ainda desconhecido no Brasil, José Ignácio Cabrujas – “ATO CULTURAL”. O espetáculo permaneceu um ano e meio em cartaz no Rio e mais onze capitais brasileiras. Teatro dos Quatros / Rio de Janeiro.
1980 Com o apoio do Governo do Paraná, trabalha na organização de uma superprodução da próxima encenação do Grupo Engenho, a peça de Henrik Ibsen – “PEER GYNT”, música de Tim Rescala. Foram nove meses de ensaios com vinte e oitor atores e sete músicos todos patrocinados pelo Governo do Paraná.
1981 Estréia em março “PEER GYNT” de Ibsen. Teatro Ginástico / RJ e Teatro Guaíra / PR.
1982 Desempregado com qualquer artista latino-americano. Dissolveu-se o Grupo Engenho de Teatro e cada participante foi em busca de novos caminhos.
1983 Diretor assistente da série brasileira “QUARTA NOBRE” da TV Globo. Alguns programas de que participou: “O FANTASMA DE CANTERVILLE” de Oscar Wilde; “O INSPETOR GERAL” de Nicolai Gogol; “ESQUADRÃO DA VIDA” de Aguinaldo Silva.
Criação de um Projeto Cultural com duração de um ano para ser realizado no novo Teatro Benjamin Constan / Rio de Janeiro que consiste num repertório de dramaturgia latino-americana, cursos de interpretação, exposições, cinemateca, etc.
Volta a Caracas/Venezuela como convidado do VI FESTIVAL DE TEATRO INTERNACIONAL, realizando Oficinas para artistas da América Latina.
1984 Estréia “SIMÓN SIMÓN” de Isaac Chocrón, dramaturgo venezuelano que traduziu, dirigiu e atuou junto com o ator Paulo Guarnieri, inaugurando o Teatro Benjamin Constant/Rio de Janeiro. Inicia uma excurção de sete meses por quase todas as capitais do país e cidades médias.
Volta ao Rio de Janeiro e inicia um Curso de Interpretação na CAL (Casa de Artes de Laranjeiras) – Título: “DA AUTORIA DO ATOR – O ATO DE CRIAR”.
1985 Dirige e atua junto com a atriz Ítala Nandi e mais setenta e quatro artistas brasilienses no espetáculo “TRÊS VEZES 21 DE ABRIL”, produzido pelo GDF e CNBB, em comemoração ao aniversário de Brasília. Teatro Nacional de Brasília – Sala Martins Pena.
Convidado pelo FESTMINAS realiza curso de Direção e Intepretação para quarenta diretores e atores mineiros, na cidade de Governador Valadares.
Durante todo o ano viaja por 14 capitais brasileiras com a MARATONA TEATRAL, oficina intensiva com 12 horas/dia, durante três dias.
1986 Direção de “NO NATAL A GENTE VEM TE BUSCAR” de Naum Alves de Souza para Núcleo de Artistas Cearenses, em Fortaleza – Teatro José de Alençar.
Direção de “CABARÉ VALENTIN” obra do palhaço alemão Karl Valentin a convite da Fundação Teatro Deodoro/Macéio-AL.
Convidado pela Fundação Circo Voador, realiza em Fortaleza um espetáculo diferente a cada semana o “CABARÉ VOADOR” uma alquimia de artes e artistas nordestinos. Três meses depois o Circo Voador se transfere para Recife onde o “CABARÉ VOADOR” se renova em contato com um público de duas mil pessoas por noite, permanecendo vivo e diferente a cada semana, por seis meses.
1987 Convidado pela Secretaria de Estado da Cultura em Goiás, transfere-se para Goiânia e cria e dirige por quatro anos o Centro Cultural Martim Cererê junto com a encenação da obra de Cassiano Ricardo “MARTIM CERERÊ”.
O espetáculo viaja por seis capitais brasileiras e é indicado para quatro Prêmios Mambembe: Melhor Diretor/Direção Musical/ Cenografia e Figurinos. Prêmio de Melhor Cenografia para Siron Franco e Marcos Fayad.
1988 Dirige uma oficina de Teatro com duração de seis meses para 220 alunos no novo Centro Cultural. Traduz e dirige e atua em “CORAZÓN”, obra de Frederico Garcia Lorca. Estréia o “CABARÉ GOIANO” espetáculo estilo café-concerto que é renovado a cada trinta dias. Permaneceu cinco anos em cartaz.
1989 Viagem à França/Dijon com o “MARTIM CERERÊ”, o “CABARÉ GOIANO” e um novo espetáculo-ritual “DANHORÊ”, criado a partir de intensa pesquisa com rituais e músicas indígenas brasileiros de várias tribos e nações.
1990 a 1998 Obras que dirigiu e atuou:
- “DOCES VÍCIOS” , de Fernando Arrabal.
- “CABARÉ VOLÚPIA”, Teatro Rival / Rio de Janeiro.
- “OS INUMERÁVEIS ESTADOS DO SER”, Antonin Artaud.
- “ÓPERA SERTANEJA”, escreveu e dirigiu.
- “NA CARRERA DO DIVINO”, de Carlos Alberto Soffredini.
- Convidado pelo Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI – 98) com o espetáculo “NA CARRERA DO DIVINO”.
1999 Estréia dez anos depois com novo elenco e aprovado pela Comissão Nacional do V Centenário do Descobrimento – “MARTIM CERERÊ”.
A Cia. Teatral Martim Cererê tem aprovados pelo MINC quatro projetos teatrais para primeiro semestre de 2000.
C I N E M A
Ator nos filmes brasileiros:
- 1980 – “A RAINHA DO RÁDIO”, L. F. Goulart
- 1982 – “MEMÓRIAS DO MEDO” , Alberto Graça
- 1983 – “O HOMEM DO PAU BRASIL”, Joaquim Pedro de Andrade
- 1986 – “A ENXADA”, Iberê Cavalcanti
T E L E V I S Ã O
Diretor Assistente nas séries brasileiras Quarta Nobre – TV Globo
- “O FANTASMA DE CANTERVILLE”;
- “ESQUADRÃO DA VIDA”;
- “CARMEM”;
- “O INSPETOR GERAL”;
- “ALICE ALICE.
Como ator nas séries
- “CARGA PESADA”;
- “MALU MULHER”;
- “ROMEU E JULIETA”;
- “PLANTÃO DE POLÍCIA”.